domingo, 7 de agosto de 2005

ATO I TOMO III - O Coiote Selvagem

 O "lider" do bando puxa um facão e aguarda a reação de Spaniel.


 O ranger agarra a mão dele assim que ele puxa o facão. Ele não parece ser capaz de livrar-se... passa então a receber socos e arranhões,  mas depois disso, a arma cai no chão.


- Mande eles pararem... - Spaniel ordena. - Ou receberá um novo Fulgor da Redenção Ascendente.


 O bandoleiro ri!



- Somos os cruzados da Luz, servos de Asura. Se queres lutar, serás respeitado. "Fulgor da Redenção Ascendente!" 


 Spaniel investe com tudo no peito do lider... ele prefere tentar bloquear, depois de perceber que sua velocidade era insuficiente. Jogado longe, e visivelmente afetado o líder consegue cair de pé. 


- "E pensar que o patrão te considera uma ameaça..." resmunga ele. 


Spaniel arqueia a sobrancelha e sorri. 


- Obrigado por me confirmar. 







  Del e H estavam literalmente sendo fuzilados. Oito pistoleiros disparavam pesadamente contra os dois.


- Que droga, Agá! – resmunga Del. – Não vou poder te cobrir para sempre!


- Então não cubra... Elfo...


 Dois... três... cinco ao todo são derrubados dos cavalos. RHotweilerr ainda girava um par de espingardas de repetição fumegantes quando Del dispara duas flechas explosivas, firmando sua posição.


- Eles não são jagunços ordinários... – avalia o maccubus, usando os conhecimentos do pistoleiro. – Eles sabem o que estão fazendo...


- Nem tanto... – fala Del. – Eles esqueceram do Spaniel... lá com aquele último! 


- Ele está bem, Elfo... – resmunga o pistoleiro, esquivando de nova saraivada de balas. – vamos nos preocupar conosco!


 





 


Dex sai correndo a esmo pela estrada. Therak tem sucesso em resgatar a garota, e flutua para fora do poço. Era a primeira vez que ele assumia a forma de construto desde que chegaram e o povo era um misto de espanto e admiração.


- Está a salvo... – fala Therak, deixando-a no chão.


 Todos ficam algum tempo observando a criatura.


- É bruxaria? – fala um mais ousado. – Disseram que a família Donovani tinha mesmo parte com as bruxas... inclusive aquela que matou patruleiros na embaixada de Tréville...


(Espaço para Roleplay)


  Dex corria pela estrada. Ele procurava algo, mas não sabia o que era. Sua mente focava em Spaniel, mas mesmo se fosse ele em problemas, jamais chegaria a tempo...


... Então, ele sente ... cheiro de sangue.


 Dex deixa a estrada e se embranha no matagal baixo. Chega o ponto onde a mata acabava, e via apenas terra batida... e sinais de luta.


 Dex espera o pior...


... o Felítrius corre seguindo a direção de algo arrastado pela areia... e molhado de sangue. Chega a um desfiladeiro... e havia alguém lá embaixo. Dex acredita que era uma das pessoas contratadas para ajudar... e estava espancada... mas viva.


- Cheguei ... tarde... – resmunga o Felítrius.


 






 Spaniel faz uma finta... E o "líder" dá um passo para traz.


 - Você tem uma arma... Eu não! - fala ele, mas com um sorriso zombeteiro, e não com aparência de intimidado.


 - Então lutaremos de mãos limpas. - fala Spaniel guardando o seu bordão. - E como eu disse, para honrar sua vontade de lutar, lutarei com toda minha força. Pela Luz de Asura!


 Spaniel toma a forma do Leão Redentor.


  O "Líder" não se manifesta enquanto seu tamanho quase que duplicava. Spaniel termina a transformação e encara o bandoleiro. Dois dos capangas que estavam no cerco a Armageddom e Del percebem a movimentação, e até tencionam interferir... Mas nada fazem.


 - Oh! Estou enrascado então... - fala ele, sem desfazer o sorriso esquisito. - Me deixaria partir sem me fazer mal se eu me entregasse?


 - Partir? Não. - fala Spaniel com um sorriso largo. - Acredito que você deva pagar pelo mal que fez a meus amigos.


 - Ah... Então continuamos... E você vai me esfolar vivo... Mas e quanto aos outros?


  Spaniel estava em vantagem contra seu oponente, mas Rhotweiller e Del estão cercados por oito pistoleiros e tomando tiro. Estavam mais ameaçados que o Leão, que enfrentava um oponente enfraquecido e sozinho.


 - Esfolar? Eu não pensei em algo assim. Delhintis! Armageddom!, capturem-nos com vida. A Luz de Asura está com vocês, lembrem-se disso!


 Spaniel ruge o mais alto que pode.


 - hehe... Só me certificando.... - fala o homem. O sorriso não era mais de zombatia.


 Com o Hurro, a confiança e a prestesa dos dois cruzados melhora, e conseguem inclusive quebrar a rotina do cerco, e igualar a situação. Mas Spaniel havia concentrado no Urro... E quando termina de gritar, só sente seu fôlego sumir de seus pulmões, e o punho do "lider" enterrado em seu estômago...


... Ele parecia muito mais forte que há pouco... Spaniel acredita que ouviu um rosnado também. 


- Eu sei o que estava fazendo... Queria ver minhas habilidades. – conclui o Ranger. 


- Há! Bobagem! – fala o Líder. – Conheço todas as suas habilidades... mas e você? 


Spaniel ataca o oponente. As garras de Spaniel rasgam o rosto do "lider", que cambaleia para traz. Ele dá uma olhada ao redor... parecia analizar o ambiente, e ainda não levava Spaniel a sério.


- Meus homens são ainda mais incompetentes que os seus... - fala ele. - Você é forte... Não me deixa alternativa... Mas lembre-se que você desperdiçou a chance de me deixar partir...


  O "lider" cerra os dentes... Pelos começam a brotar em tufos, e caninos protuberantes começam a correr de sua boca, cada vez mais parecida com um focinho.


 


Spaniel arqueia a sobrancelha, sorrindo.


 - Foi seu o desejo de lutar. Você desperdiçou a chance de parar e sair em paz. Mas acredito que não o conheço. Sou Spaniel Donovani, cruzado da luz e servo de Asura. E você?


 - Ssseeu... CARRASCO! - urra o licântropo, que lembrava uma forma deturpada e monstruosa de coiote. - Quer mais... "irmão"?


 - Como diria meu amigo Thiago. - fala Spaniel sorrindo. - Cai dentro!


 Spaniel prepara-se pra atacar com toda sua força, buscando analisar seu oponente.


 O Cavalo do líder fugiu em debandada depois do embate dos dois bestiais... dois dos pistoleiros pararam abismado com as transformações, e fugiram também. Mas ainda haviam muitos para preocupar Del e H.


  O líder tenta medir sua força bloqueando suas garras... e é superado. Mas evita completamente o golpe girando o corpo, e novamente morde você... dessa vez deixando uma marca mais profunda, e um urro.


  Por instinto, o Leão o empurra com as garras, e ele rola no chão.


 Spaniel não espera ele terminar de rolar e já avança sobre o oponente. Faz um "arco", golpeando-o e lançando-o no chão de novo.


 - Isso... – rosna o licântropo. - Lute sujo...


 O coiote agora crava na perna de Spaniel com os dentes. A dor é imensurável.


 - Sujo? Quem foi que chegou atacando?


 - Hehehe... é cedo demais então? – resmunga o monstro.


 O coiote começa a caminhar para traz, com as garras apontadas para Spaniel.


 - Nunca seria a hora. - fala Spaniel. - Viemos em paz.


 Spaniel busca usar sua velocidade pra golpear o Coiote com seu ataque especial "Garras Retalhadoras da Luz". Spaniel estava crente que acertou. Sente nas suas garras o sangue do oponente.


  Mas quando percebe, o "impulso" que recebeu apenas auxiliou o coiote a se afastar. Spaniel o superava em força, mas ele tinha melhores armas naturais e habilidade.


 - O Nome... – rosna a criatura antes de correr. - ... é Wilkorak!


  O Coiote muda discretamente - mais fera que homem - e começa a fugir.


 - Ah, não vai não.


 Spaniel ignora a batalha bestial e lembra-se que é um clperigo. Ele conjura ataques arcanos à distância para deter o oponente... mas Wilkorak mostrou-se mais habilidoso que aparentava, esquivando de tudo, até ser impossível ao leão alcança-lo.


 Spaniel sorriu e olhando pro horizonte que o coiote fugiu, disse:


 - Até o próximo confronto, "irmão".


 Del e Rhotweiller já tinham controle da situação quando Spaniel junta-se a eles.


 - Ele fugiu! e ainda estou com sede de batalha!, quem quer ser o próximo!?! vou contar até 10!


 Os bandoleiros se entreolham, e começam a correr. (espaço para uma vingancinha traiçoeira se quiser... e outros roleplays)


 - Vamos, temos que nos preparar, eles vão voltar com carga total. – fala o Ranger, limpando suas feridas.


 






 

- Os trabalhadores ficaram assustados. – fala Vilo, com a mão na cabeça. – Um deles se afastou demais e foi pego por espiões ou coisa do gênero.


- Veritas vai fazer uma vigília melhor. – fala Therak. – A noite se aproxima...


- Ainda acho que deveríamos ir pegar aquele conde de araque... – rosna Dex.


- Não fomos atacados nem por jagunços nem por soldados... – fala Spaniel, tão frustrado quanto os companheiros. – Não temos provas que foi Lusius...


- Sinto muito, mas Chan não está aqui para nos proibir de “barbarizar”... – fala Del com um sorriso.


- A primeira noite está chegando... – fala Spaniel. – Se houverem ataques de novo, serão agora...


- Eh... Mas acho que teremos visitas... – fala Vilo. – Eu e Dex fizemos contato com os Espadas Rubras...


- Bem... Não preciso de descanço, mas seria interessante se outros compartilhassem a vigília. Não temos apenas nós mesmos a proteger como na Cruzada... temos os trabalhadores.


- Ao menos... – fala Spaniel, percebendo uma discreta planta nascendo na porta da frente... onde um caroço de pêssego, adubo e água foram lançados. - ... A nova era das terras de Donavanni está apenas começando...


 



(CONTINUA)

11 comentários:

  1. ... Então Spaniel vai ficar acordado no primeiro turno fazendo armadilha e contando histórias, e no segundo turno vai ficar de vigília?
    Leia-se: Acordado NOS DOIS turnos!

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  2. Off:
    Olá,

    Tudo bem, então. Ele fica acordado no primeiro turno e Dex no segundo.

    Atenciosamente,
    Leishmaniose
    (que ainda pensava que era tardezinha do dia, assim umas 16h)

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  3. Dex espera o pior...

    ... o Felítrius corre seguindo a direção de algo arrastado pela areia... e molhado de sangue. Chega a um desfiladeiro... e havia alguém lá embaixo. Dex acredita que era uma das pessoas contratadas para ajudar... e estava espancada... mas viva.

    - Cheguei ... tarde... – resmunga o Felítrius.

    - Consegue falar ou caminhar? - pergunta o felino antes de levantar a pessoa e carregá-la de volta.


    (...)
    - Quando atacaram meus pais, já era alta hora da noite, quando todos dormem. Vigiaremos em dois turnos. Do por do sol até a lua chegar ao meio do céu e daí até o alvorecer. Eu pegarei o segundo turno. Dex, você, como cavalo branco, poderia pegar o segundo turno?

    - Ok, meu chapa... - diz o felitrius com uma voz mais sombria, e completa resmungando: - Hmpf, cavalo branco...

    No escuro, Dex poderia montar vigília no teto da casa... ele tem sentidos aguçados, então não seria problema. A visão seria ampla, e uma reação rápida. Poucos conseguem ver um gatuno experiente escondido nas sombras...
    Como parceiro, o tigre (um nome, urgente XD) tb se beneficia.

    Off: Cap, ao invocar o Tigre fora de batalha, ele pode ficar com o Dex quanto rempo? Até ocorrer (e acabar) uma batalha? Espero que sim... ;D

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  4. ... Mamar na vaca salomé você não quer, né, Erik?

    A fera envocada fica aproximadamente 2 minutos... às vezes mais, às vezes menos.

    Se serve de consolo, da posição de Dex, ele pode avistar (ou tentar, caso hajam condições) até 3 turnos antes de se aproximarem em velocidade normal ou 2 se correndo. Dá para alertar alguém e invocar tigres nesse ínterin.

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  5. Ok, ok! Então fica assim mesmo, se acontecer algo: ele alerta Therak - que pode ouví-lo a distância, mesmo que Dex não grite - sem alarmar os invasores; salta de cima do telhado invocando o tigre (que possui Levitação), e investe em vôo contra os inimigos.

    Dex está alerta contra emboscadas vindas de vários lados.

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  6. Therak tem sucesso em resgatar a garota, e flutua para fora do poço. Era a primeira vez que ele assumia a forma de construto desde que chegaram e o povo era um misto de espanto e admiração.

    - Está a salvo... – fala Therak, deixando-a no chão.

    Todos ficam algum tempo observando a criatura.

    - É bruxaria? – fala um mais ousado. – Disseram que a família Donovani tinha mesmo parte com as bruxas... inclusive aquela que matou patruleiros na embaixada de Tréville...


    — Sou um construto, originário de Lykaon, construído pelos alquimistas com propósitos voltados para o bem. - diz Therak, levantando-se e dirigindo-se aos trabalhadores. - Só minha aparência mudou, continuo sendo o mesmo Therak que os contratou e defendeu. E sim, confesso... - acrescentou, sorrindo. - ...SOU amigo de Spaniel, e nunca negarei isto. Da mesma forma que vocês todos podem considerar-me: um amigo.



    - A primeira noite está chegando... – fala Spaniel. – Se houverem ataques de novo, serão agora...
    - Eh... Mas acho que teremos visitas... – fala Vilo. – Eu e Dex fizemos contato com os Espadas Rubras...
    — Bem... - acrescenta Therak - Não preciso de descanso, mas seria interessante se outros compartilhassem a vigília. Não temos apenas nós mesmos a proteger como na Cruzada... temos os trabalhadores.
    - Ao menos... – fala Spaniel, percebendo uma discreta planta nascendo na porta da frente... onde um caroço de pêssego, adubo e água foram lançados. - ... A nova era das terras de Donavanni está apenas começando...


    — Afirmativo. - diz o construto. - Eu e Veritas manteremos vigília nos arredores o tempo todo.

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  7. Tenho mais uma pequena surpresa para algum possivel invasor diz RHotwaierr com um sorriso sarcástico. Em poucos segundos as formas duras do atirador dão lugar ao semblante sinistro de Ivanova O miasma de nossa inimiga favorita será uma proteção a mais em volta da propriedade.

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  8. ... Anotado, Agá... com as restrições que lhe falei no PBMSN.

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  9. — Não se alarmem, seniores. - assevera Therak, procurando acalmar os trabalhadores. - Este fenômeno visa apenas sua proteção. Procurem ficar juntos, e sempre próximos aos Cruzados.
    O construto modifica sua estratégia de vigilância. Irá manter-se junto aos trabalhadores, enquanto Veritas patrulha os arredores no alcance visual de Therak, ampliando o raio de vigilância deste.

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  10. - Ok Leãozinho... Vamos pegar uns manés. - diz Vilo com um sorriso no rosto.

    (Depois entra no msn Leish)

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